Qual a relação entre o futebol ruim e o Marketing?

//Qual a relação entre o futebol ruim e o Marketing?

De vez em quando eu costumo ver futebol. Às vezes o brasileiro e mais às vezes ainda, o europeu. Não torço pra time nenhum, mas gosto de ver as boas jogadas.

Sem querer entrar no mérito de quem é melhor, e longe de criticar o futebol brasileiro, não é o propósito deste post, mas infelizmente, com o futebol brasileiro as boas jogadas são mais raras.

Uma das coisas que eu observei no futebol brasileiro é a extrema dificuldade que os jogadores tem de dominar uma bola. Lembro de alguns depoimentos de jogadores mais velhos, de outra geração, dizendo que tratavam a bola com carinho, amaciando no peito, deixando correr pelo corpo, até parar no pé, levantar a cabeça e tocar pro companheiro.

E foi vendo o futebol ruim que tracei um paralelo com o Marketing.

A forma como os jogadores brasileiros tratam a bola é muito parecida com que muitas empresas trabalham seu marketing no tratamento aos seus clientes.

Não sabem de onde vem; de que forma se apresenta; trata de qualquer jeito, muitas vezes maltratando; e entregam de bandeja pro outro time.

O cliente chato

Cliente chato

Muitas empresas ainda tem o seguinte pensamento sobre determinados clientes: “Que cara chato! Não para de mandar mensagem!”.

Se você pensa assim sobre seu cliente, é melhor repensar.

Se você tem uma empresa, é sinal que não é servidor público. Seu dinheiro não está garantido todo final do mês. Você precisa vender. E pra vender, precisa de clientes. Então porque cargas d’água (como diria minha mãe) você vai tratar mal um cliente?

Existe uma máxima no comércio de que o cliente tem sempre razão. Quem não segue essa máxima, perde o cliente pro concorrente.

No futebol não existe gol feio. Feio é não fazer gol. Parodiando isso eu digo: Não existe cliente chato. Chato é não ter cliente.

Origem do cliente

origem do cliente

No futebol, às vezes a bola para no pé do jogador e ele não sabe nem quem deu o passe, se foi um jogador do mesmo time de propósito, do mesmo time sem querer, do time adversário, se bateu no juiz.

Com as empresas, muitas vezes o cliente chega e não se sabe de onde. Se foi uma campanha do Google Ads, Face Ads, pelo blog, pelo Google Maps, panfleto de rua. E é preciso saber isso, para saber onde a empresa está acertando e onde está errando.

Futebol não acontece sem iluminação. Sua empresa também não pode atuar no escuro.

Como o cliente se apresenta

Cliente chateado

Já ouviram a expressão: “A bola veio quadrada.”? É quando o jogador recebe uma bola com muita força, ou muito alta. De qualquer forma, a bola chega em uma situação tortuosa.

E quando o cliente chega em uma situação tortuosa?

Nem todo cliente chega pronto para comprar. Alguns só querem saber o preço. Outros só entram para usar o banheiro. Uns enchem o carrinho do site só pra calcular o frete.

Alguns chegam de bem com a vida. Outros estão chateados. Outros estão bravos. Outros sorrindo.

A gente não sabe como o cliente se apresenta para a empresa. Mas a empresa deve estar pronta para receber o cliente de qualquer jeito, e, mais ainda, perceber o jeito dele rapidamente, para melhor conduzir o processo de venda.

O marketing no tratamento ao cliente

Cliente é rei.

Jogador brasileiro não sabe tratar bem a bola. Mas é com ela que ele recebe o salário. Porque não tratar ela bem? Dominar, deixar ela mansa, calma, e tocar para o companheiro ao lado.

Toda empresa depende do cliente. Então porque não tratar bem o cliente? Receber, entender qual é o problema, encaminhar pro setor responsável.

O cliente é o reizinho da empresa. Ele tem que ser tratado com tapete vermelho, ar condicionado, café, biscoitinho. Mesmo se ele vier pra reclamar. Aliás, mais mimo ainda se vier pra reclamar.

Pessoalmente, já reverti uma situação de entrega de produto errado pelos Correios em uma avaliação 5 estrelas e depoimento público no Facebook. Uso esse case nas minhas palestras de atendimento ao cliente.

Perder cliente para a concorrência

Cliente fugindo para a concorrência

Quando um jogador não trata bem a bola, pisa nela, mata na canela, é bem provável que o jogador do outro time roube a bola e faça um gol.

Quantas empresas do seu ramo existem?

Quando você não trata bem um cliente, é bem provável que ele vá consumir na concorrência.

E vender para um cliente novo é muito mais caro do que vender para um cliente recorrente.

O maior trabalho, que é de atrair o cliente a ponto dele entrar na sua loja, no seu site, no seu WhatsApp, foi feito. Ele entrou em contato com a empresa. Você tem os dados dele. Não o perca! Se não vender no primeiro momento, venderá no segundo. É só saber trabalhar a bola. Digo, o cliente.

Chutão pra frente não resolve jogo. Trabalhar bem a bola com paciência, tocando pros lados, construindo a jogada, sim. Uma hora o gol sai. Uma hora o cliente compra.

E já perceberam que depois do primeiro gol, o jogo flui melhor e, em muitos casos, sai muito mais gols.

Depois de vender a primeira vez pra um cliente, a conversa flui melhor e as próximas vendas se tornam mais fáceis.

Conclusão

Diretores e diretoras de empresas, por favor, tratem bem seus clientes! E boas vendas!

By | 2020-11-25T21:58:57-03:00 novembro 25th, 2020|

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